sexta-feira, 26 de maio de 2017

IMPORTÂNCIA DA GENÉTICA NOS DIAS DE HOJE

A genética atualmente busca não só compreender a hereditariedade, mas busca o melhoramento, a evolução dos seres. Temos como exemplo a medicina preventiva, que busca diagnosticar problemas de saúde antes que venham ocorrer, a agricultura e pecuária: com o melhoramento genético das espécies, tornando-as mais viáveis para a produção, consumo, eliminação dos agrotóxicos e a diminuição de impactos ambientais para a sua produção. Até em questões forenses são utilizados, como no caso de confirmação de paternidade, identificação de cadáveres carbonizados ou em decomposição, identificação de peças ósseas e órgãos humanos.

Podemos perceber que o campo da genética também é bem extenso, e nos dias de hoje é cada vez mais conhecida e estudada.


Fontes:

quinta-feira, 25 de maio de 2017

COMO MENDEL DESCOBRIU A HEREDITARIEDADE?

Como tratamos anteriormente, Mendel é considerado o pai da genética, mas como isso aconteceu? Quais foram suas experiências? Mas quem era Mendel afinal de contas?
Johann Gregor Mendel foi um frade austríaco, nascido em Heinzendorf no ano de 1822. Mendel teve que enfrentar dificuldades financeiras para estudar, e só continuou seus estudos após ser ordenado monge. Ele cursou matemática e ciências por dois anos, mesmo assim não conseguiu seguir a profissão que tanto almejava, a de professor de ciências naturais, pois não foi bem sucedido nos exames. De volta a Burn, cidade onde ingressou como noviço, ele continuou seus estudos e pesquisas.
E de onde vieram as tão faladas ervilhas?
Para seus experimentos, Mendel percebeu que precisaria de uma planta de fácil cultivo, e as ervilhas produziam muitas sementes, o que seria muito bom, pois ele sempre teria muitos descendentes a cada geração.  Além do mais, as ervilhas apresentavam certas características, como a atura de cada planta (alta ou baixa), a cor das sementes (amarelas ou verdes), a cor das flores (branca ou roxa), a textura das sementes (lisa ou rugosa).
A partir da autopolinização, Mendel produziu e separou diversas linhagens puras de ervilhas para as características que ele queria estudar.  Depois de obter linhagens puras, ele efetuou um cruzamento diferente “cortou os estames de uma flor proveniente de semente verde e depois depositou, nos estigmas dessa flor, pólen de uma planta proveniente de semente amarela. Efetuou então, artificialmente, uma polinização cruzada: pólen de uma planta que produzia apenas semente amarela foi depositado no estigma da outra planta que só produzia semente verde, ou seja, cruzou duas plantas puras entre si. Essas duas plantas foram consideradas como geração parental (P), isto é, a dos genitores.”
Com isso, Mendel, comprovou a hipótese de dominância e recessividade nos vários experimentos efetuados.
Através desses estudos Mendel chegou a conclusões importantíssimas, que são vistas como fundamentais para o estudo da genética hoje em dia.
  • Primeira Lei de Mendel:

Também chamada de “Lei da segregação dos fatores”.
“Cada característica é determinada por dois fatores que se separam na formação dos gametas, onde ocorrem em doses simples”, ou seja, cada característica é determinada por um par de fatores herdados um de cada progenitor.
Para estabelecer a primeira lei, Mendel utilizou separadamente cada característica (monoibridismo), ou seja, cruzou plantas que eram diferentes em apenas uma característica.
  • Segunda Lei de Mendel:

Também chamada de “Lei da segregação independente dos fatores”.
Mendel, nesses estudos, se preocupou com duas características (diibridismo). Pode ser definida como: “Os genes para duas ou mais características são repassados aos gametas de forma independente, se recombinando ao acaso e formando todas as combinações possíveis”.
  •  Terceira Lei de Mendel:


Terceira e última lei de Mendel, é também chamada de Lei da Distribuição Independente, é tida como resumo das duas leis anteriores e diz que cada fator puro para cada característica é transmitida à geração seguinte de forma independente uma da outra seguindo as duas leis anteriores. Os híbridos possuem o fator recessivo, mas este é encoberto pelo fator dominante.


Fontes:

MCCLEAN, Phillip. Genética Mendeliana, 2000. Disponível em: https://www.ufpe.br/biolmol/GenMendel/Mendel1&2-extensoes/mendel1.htm

quarta-feira, 24 de maio de 2017

HISTÓRIA DA GENÉTICA

Nós podemos dizer que a história da genética começou em 1666, com a descoberta das células por Robert Hook, posterior a isso houve várias descobertas, até chegar ao ano de 1865 (199 anos depois da descoberta de Hook) em que Mendel publicou os resultados das investigações sobre a herança dos fatores em ervilhas. As ideias de Gregor Mendel foram desprezadas em sua época, sendo validade apenas no século XX, no ano de 1900, quando Carl Correns, Hugo de Vries e Erich von Tschermak redescobriram e verificaram de forma independente os princípios de Mendel. Esse acontecimento é chamado de “O marco do inicio da genética”.

GREGOR MENDEL
Voltando a Gregor Mendel (considerado o pai da genética), foram estabelecidos por ele os padrões de hereditariedade de algumas características em ervilheiras, mostrando que obedeciam a regras estatísticas simples. O trabalho de Mendel provou que a aplicação da estatística à genética poderia ser de grande utilidade, embora nem todas as características mostrem estes padrões de hereditariedade mendeliana.
 A partir dessa analise, Mendel definiu o conceito de alelo como sendo a unidade fundamental da hereditariedade. O termo “alelo” como foi utilizado por Mendel, expressa a ideia de “gene”, enquanto que nos nossos dias ele é utilizado especificar uma variante de um gene.
Em 1913, Alfred Sturtevant montou o primeiro mapa genético de um cromossomo. O código genético foi decifrado por Robert W. Holley, Har Gobins e Marshall W. Nirenberg, que notaram a importância do código na produção de proteínas, estes ganharam o prêmio Nobel de fisiologia ou medicina no mesmo ano.
Em 1953 foi descoberta por James Watson e Francis Crick a estrutura física do DNA.
No final da década de 90 foi criado nos Estados Unidos da América o Projeto Genoma Humano, que é parte de um esforço internacional para desenvolver mapas genéticos e físicos e determinar tanto a sequencia dos genes do genoma humano, como de outras espécies consideradas como modelo de estudos científicos (Escherichia coli, Saccharomyces cerevisiae, Caenorhabditis elegans, Drosophila melanogaster, Mus musculus e Arobidopsis thaliana). O projeto foi inicialmente dirigido por James Watson, e atualmente é dirigido por Francis Collins, um dos responsáveis pelo mapeamento dos genes da neurofibromatose e da fibrose cística.
Em 1989 foi mapeado pela primeira vez um gene humano, por Francis Collins e Lap-Chee Tsui.
Em 1990 foi criado o Programa Latino Americano do Genoma Humano (PLAGH), atualmente é dirigido por Sergio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais. No ano de 1992 foi realizado no Brasil a Primeira Conferencia Sul-Norte do Genoma Humano, e a criação do PLAGH foi um dos principais fatores para que acontecesse essa conferencia em nosso país. O objetivo era discutir o Projeto Genoma Humano frente às condições sociais e econômicas do Terceiro Mundo. Os principais objetivos do mapeamento genético são possibilitar prevenção, melhor tratamento e, por fim, a cura dos distúrbios genéticos.
No ano de 2003, foram publicados 99% do genoma humano mapeado, com uma precisão de 99% de acerto.

FONTES:

IMAGEM: http://losenigmasdelabio.blogspot.com.br/