domingo, 21 de maio de 2017

HETEROCROMIA

Esse assunto interessa muito as pessoas, e foi um tema abordado por uma aluna do ensino médio enquanto aplicávamos o jogo memória da genética na sala dela. Então para acabar com as dúvidas de vez, está aqui um artigo sobre o tal assunto.
A heterocromia é uma deficiência causada em alguns mamíferos (Mammalia) em que um dos olhos ou os dois possuem cores diferentes, podendo ser total ou parcial.
A palavra heterocromia vem do grego em que {hetero= diferente; cromo= coloração}, ou seja coloração diferente. 
As causas são diversas, podendo ser desde caráter congênito até mesmo adquirida desde o momento do parto, ou até mesmo dia após o nascimento do bebê. Mas também é possível ser adquirida através de outras doenças oculares como a catarata ou o glaucoma. Podendo ser associada também com algumas doenças raras , como a neurofibromatoses, a Síndrome de Waardenburg e a Síndrome de Claude-Bernard-Horner.
É verdade que a hereditariedade de diversas características é determinada por duas cópias – ou alelos – dos genes herdados de nossos pais. Esses alelos estabelecem entre si uma relação de dominância e, segundo esse ponto de vista, a versão castanha para a cor dos olhos (B) seria dominante sobre a variante para a cor azul (b). A dominância, nesse caso, significaria que, se pelo menos um dos alelos para a coloração dos olhos de uma pessoa fosse B, seus olhos seriam castanhos. Geneticamente falando, portanto, indivíduos com olhos castanhos poderiam ser ou BB ou Bb, enquanto aqueles que têm olhos azuis seriam obrigatoriamente bb. 
Ainda segundo esse ponto de vista, se um casal com olhos castanhos quisesse ter uma criança de olhos azuis, tanto o homem quanto a mulher teriam que apresentar uma cópia do gene b, ou seja, seriam heterozigotos (Bb) para essa característica. Nesse caso, haveria apenas uma chance em quatro de que esse casal tivesse um filho com olhos azuis (bb). 
Porém isso é mais complexo do que imaginávamos, pois A definição da coloração de nossos olhos é um processo complexo, que depende de uma combinação de fatores genéticos associados com as características do tecido fibroso e vasos sanguíneos presentes na íris. Fatores epigenéticos (relacionados com a organização espacial do material genético e com as influências do ambiente nessas moléculas) também determinam a cor de nossos olhos. o que chamamos de “cor dos olhos” é na verdade primariamente a cor da íris, pois outras regiões dos olhos, como a córnea e a esclera, são transparentes ou primariamente brancas.
 A íris é um disco colorido que,controla a quantidade de luz que entra nos olhos através da abertura ou fechamento de seu orifício central – a pupila.
Se uma grande quantidade de melanina (em relação à proporção de feomelanina e outro pigmentos) estiver presente na íris, os olhos serão negros ou castanhos. Se pouca melanina estiver presente, a íris parecerá azul. Concentrações intermediárias produzirão cores cinza, verde e diversas tonalidades de castanho. O primeiro dos genes envolvidos com a coloração da íris, conhecido como Bey2 (do inglês brown eye – olho castanho) ou EYCL3 (do inglês eye color – cor do olho), situa-se no cromossomo 15 e possui dois alelos: um castanho e outro azul. Cada um deles gera respectivamente uma coloração castanha (alta quantidade de melanina) ou azul (baixa quantidade de melanina) na íris de seus portadores. 

Porém, a coloração dos olhos de uma pessoa não é definida de forma tão simples assim: outros dois genes, conhecidos como Gey (do inglês green eye – olho verde) ou EYCL1 e Bey1 (ou EYCL2 ), estão também envolvidos no processo. Embora a biologia dos genes EYCL1 e EYCL3 seja bem conhecida, a função do EYCL2 ainda é muito pouco compreendida. Sequer se conhece com certeza sua localização (acredita-se que ele também esteja situado no cromossomo15)! 

O conhecimento atual, entretanto, não explica a existência de olhos de outras cores ou de gradações diferentes. Também não esclarece como a cor dos olhos muda com o decorrer do tempo. Essas questões podem ser respondidas se considerarmos que existem outros genes, além do trio EYCL1, 2 e 3 , que controlam a deposição de lipofuscina (lipocromo) na íris, determinando, assim, a presença de cores âmbar, verde e violeta nos olhos. 

O gene EYCL1 , localizado no cromossomo 19, apresenta alelos azul e verde, ligados à presença de pigmentos de gordura na íris. O alelo verde desse gene é dominante em relação aos alelos azuis presentes tanto no gene EYCL1quanto no EYCL3 . Contudo, esse alelo comporta-se como recessivo em relação ao alelo castanho presente emEYCL3 . 


Há, portanto, uma ordem de dominância entre esses dois genes.estão associadas com a heterocromia – problema causado por um agrupamento anormal de melanossomos que pode fazer com que a pessoa tenha parte ou ambos os olhos de cores diferentes. A heterocromia é bastante incomum e pode acontecer ainda em decorrência de lesões oculares ocorridas após batidas, derrames, inflamações ou doenças que causem a perda de melanina. No entanto, não costuma causar maiores complicações além da questão estética.

Heterocromia total na mulher e no seu cachorro

Heterocromia total

Heterocromia total

Heterocromia total

Heterocromia parcial

Heterocromia parcial

Heterocromia central


O estudo sobre esse assunto é bem complexo, porém foi colocado aqui no blog uma forma reduzida e um pouco simplificada, espero que tenham gostado.

FONTES: 
texto: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4286/n/um_arco-iris_em_voce
http://webartigos.com/artigos/heterocromia-heterocromia-iridum/50870

Imagens: http://papofantasma.blogspot.com.br/2011/09/heterocromia-olhos-de-cores-diferentes.html
http://www.fatosdesconhecidos.com.br/20-imagens-de-pessoas-e-animais-com-heterocromia/
http://amora2014visao.pbworks.com/w/page/79169705/Heterocromia


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